EUA devem classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas nos próximos dias
- há 5 dias
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O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, deve anunciar nos próximos dias a classificação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A informação foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do portal UOL, em Washington, e confirmada por fontes da administração americana.
Segundo a publicação, a documentação necessária para a designação já foi concluída dentro do Departamento de Estado dos Estados Unidos, etapa essencial do processo. Agora, falta apenas a formalização da decisão e o anúncio oficial pelo governo norte-americano.
Se confirmada, a medida colocará PCC e Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras dos EUA, permitindo a adoção de ações mais rígidas. Entre elas estão o congelamento de ativos de integrantes em território americano, a proibição de qualquer apoio material aos grupos — incluindo armas, recursos financeiros ou logística —, além de restrições de imigração para pessoas ligadas às facções. Empresas que operam em áreas consideradas afetadas também podem passar a enfrentar risco de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
A possível classificação também pode gerar impactos diplomáticos entre os governos de Estados Unidos e Brasil. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta barrar o movimento, argumentando que as facções brasileiras têm objetivo principalmente econômico — ligado ao lucro do crime — e não motivação ideológica, característica normalmente associada ao terrorismo.
Nos bastidores em Brasília, há receio de que essa classificação abra precedentes jurídicos para ações mais amplas dos EUA, incluindo operações de segurança internacional. Esse temor cresce porque os Estados Unidos já realizaram ações militares no Caribe sob justificativa de combate ao tráfico.
Especialistas também apontam que a medida pode aumentar a pressão internacional contra as facções brasileiras, que ampliaram sua atuação para outros países nos últimos anos.
A decisão final deve ser anunciada oficialmente pelo governo norte-americano nos próximos dias.

