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  • Fim da escala 6x1 — entre custo econômico e qualidade de vida

    O debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso) vem ganhando força no Brasil, dividindo opiniões entre setores produtivos e defensores de melhores condições de vida. De um lado, entidades industriais alertam para um impacto econômico significativo. A estimativa é que a mudança possa gerar um custo anual de até R$ 180 bilhões , valor que tende a ser repassado à sociedade por meio do aumento de preços em serviços e produtos. Esse impacto ocorreria principalmente porque empresas precisariam contratar mais funcionários para manter operações contínuas, elevando despesas com salários, encargos e benefícios. Além disso, há preocupações com: aumento da inflação risco de fechamento de empresas menores possível redução de empregos formais queda na competitividade da economia Estudos também apontam que a redução da jornada sem corte salarial pode diminuir a produção e afetar o PIB, além de pressionar o custo do trabalho. Por outro lado, cresce o movimento que defende o fim da escala 6x1 como uma evolução social necessária. A proposta está associada à busca por: mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional melhoria da saúde mental dos trabalhadores aumento do bem-estar e da produtividade individual mais tempo para família, lazer e desenvolvimento pessoal A lógica é que trabalhar menos dias pode gerar trabalhadores mais descansados, motivados e eficientes — algo já observado em países desenvolvidos que reduziram suas jornadas ao longo do tempo. O conflito principal está em como fazer essa transição : Setor produtivo:  defende cautela, adaptação gradual e discussão por setor Defensores da mudança:  enxergam a medida como avanço inevitável e necessário Há consenso em um ponto: A mudança não pode ser feita de forma abrupta, sem planejamento econômico. O fim da escala 6x1 representa um dilema clássico: Economia:  risco de aumento de custos e impactos no mercado Sociedade:  ganho em qualidade de vida e bem-estar A decisão final passa por encontrar equilíbrio entre produtividade e dignidade do trabalho — sem comprometer nem a economia nem a vida das pessoas.

  • O autismo (TEA) pode estar associado a variações biológicas do cérebro

    Pesquisas recentes em genética evolutiva e neurociência sugerem que o autismo (TEA) pode estar associado a variações biológicas do cérebro, possivelmente como um efeito colateral da rápida evolução de habilidades cognitivas humanas . A evolução rápida do neocórtex humano pode aumentar traços autísticos, associados a habilidades como sistematização, enquanto o TEA é fortemente genético e hereditário.  Principais Perspectivas sobre o Autismo e a Evolução: Efeito Colateral Evolutivo: Estudos indicam que os neurônios excitatórios do neocórtex humano evoluíram de forma rápida, e o mesmo processo que impulsionou capacidades cognitivas avançadas pode ter aumentado, como efeito colateral, a prevalência de traços autísticos. Seleção de Habilidades: Pesquisas propõem que características do autismo, como o alto poder de sistematização, reconhecimento de padrões e foco intenso, podem ter conferido vantagens vantajosas em ambientes ancestrais, oferecendo vantagens em organização social e sobrevivência. Componente Genético Forte: O autismo é fortemente genético, com herdabilidade estimada em cerca de 50% a mais de 90%, indicando que a constituição genética é um fator chave, não apenas o ambiente. Acasalamento Assortativo: A teoria sugere que pessoas com traços semelhantes de sistematização tendem a formar pares, o que poderia aumentar a frequência de genes associados ao TEA em seus descendentes. Visões Diversas: Enquanto alguns estudos apontam para o autismo como uma variação biológica que faz parte da evolução, outros enfatizam que é um transtorno do neurodesenvolvimento que requer suporte, focando mais na fragilidade biológica e vulnerabilidade do que na "evolução".  Em resumo, a compreensão do autismo está se ampliando de um modelo estritamente de déficit para um que reconhece variações genéticas e cognitivas que evoluíram, com estudos indicando que o TEA pode ser uma forma de neurodiversidade, com características que podem ser úteis em certos contextos.

  • Nobel de Economia critica promessas irreais na América Latina, alerta para clientelismo e elogia convivência social

    Em participação em um fórum internacional, um economista vencedor do Prêmio Nobel de Economia afirmou que a América Latina convive com um excesso de expectativas irreais sobre o papel do Estado. Segundo ele, muitos governos da região prometem mais do que conseguem entregar, o que acaba gerando frustração na população e dificuldades para o desenvolvimento econômico sustentável. De acordo com o economista, esse “utopismo” aparece quando políticas públicas são anunciadas com objetivos muito ambiciosos, mas sem base financeira, institucional ou administrativa para funcionar de fato. Na prática, isso faz com que programas não se sustentem ao longo do tempo e enfraquece a confiança das pessoas nas instituições públicas. O Nobel também alertou para o problema do clientelismo, prática em que políticos oferecem benefícios pontuais ou favores em troca de apoio político. Para ele, esse comportamento substitui políticas estruturais por soluções imediatas, que ajudam no curto prazo, mas não resolvem os problemas de fundo da economia e da desigualdade. Apesar das críticas, o economista fez elogios à América Latina ao destacar a capacidade de convivência entre diferentes grupos sociais, culturais e étnicos. Ele citou como exemplo a forma relativamente pacífica com que países da região lidam com fluxos migratórios e diferenças internas, mesmo enfrentando limitações econômicas maiores do que as de países ricos. Segundo o Nobel, essa capacidade de coexistência é um ativo importante da região e poderia ser melhor aproveitada caso viesse acompanhada de instituições mais fortes, políticas públicas mais realistas e menos dependência de promessas fáceis. Para ele, o desafio da América Latina não é falta de potencial, mas transformar esse potencial em crescimento econômico consistente e duradouro.

  • Independentes lideram identificação política no Brasil, aponta pesquisa

    Uma nova pesquisa de opinião revela que o maior grupo de brasileiros hoje não se identifica diretamente com os polos tradicionais da política. Segundo levantamento da Genial/Quaest, 32% dos entrevistados se definem como independentes , superando os blocos associados a lideranças específicas. De acordo com os dados, 19% se dizem lulistas , enquanto 14% se classificam como esquerda não lulista . No campo oposto, 12% se declaram bolsonaristas  e 21% afirmam integrar a direita não bolsonarista . Outros 2% não souberam ou preferiram não responder. O resultado sugere um cenário de fragmentação política , no qual a identificação com lideranças específicas é menor do que a adesão a posições mais amplas ou independentes. Especialistas avaliam que o crescimento do grupo que se considera fora dos polos tradicionais pode indicar cansaço com a polarização e abertura para discursos mais moderados. Na prática, esse perfil do eleitorado tende a aumentar a importância do chamado “centro político” em disputas futuras. Analistas destacam que candidatos capazes de dialogar com os independentes podem ganhar vantagem competitiva, já que esse segmento representa hoje o maior bloco individual da pesquisa. O levantamento reforça a percepção de que o cenário político brasileiro continua em transformação, com eleitores menos alinhados automaticamente a figuras específicas e mais atentos a propostas e conjunturas.

  • Maiores notas de corte do Sisu 2026 (exemplo); veja a lista

    O resultado oficial da chamada regular do Sisu 2026 será divulgado em 29 de janeiro de 2026  — nesta data os candidatos poderão consultar se foram aprovados e as notas de corte finais  por curso, modalidade e instituição (por ampla concorrência ou cotas). 🎓 Cursos mais disputados no Sisu 2026 (tendência geral) Apesar de os dados finais oficiais ainda não terem sido totalmente publicados individualmente por universidade/campus , as parciais e tendências mostram que os cursos mais concorridos  seguem sendo: 🔥 Top cursos com maior concorrência Inteligência Artificial  - UFG – Goiânia (GO)   854 Medicina  — lidera a concorrência, com notas de corte parciais muito altas em várias universidades (muitas acima de 830–860 na ampla concorrência em instituições mais tradicionais). Engenharia (Computação, Elétrica, Civil)  — áreas de engenharia aparecem repetidamente com cortes altos em boas universidades. Engenharia de Software - UFG – Goiânia (GO) 827 Direito  — forte concorrência em grandes universidades federais. Matemática, e cursos ligados à tecnologia também aparecem com notas de corte elevadas. Esses cursos historicamente exigem notas altas porque muitos candidatos escolhem essas áreas como primeira opção por causa da estabilidade e prestígio profissional. Exemplos de notas de corte parciais (últimos dias de inscrição) 👉 Estas não são as notas finais oficiais (que só saem com o resultado em 29/01), mas refletem como esteve a concorrência no último dia de inscrições:   🩺 Medicina (Ampla Concorrência) UFRJ — ~832,73 UFPE — ~809,51 UFC — ~782,48 UFMG — ~782,74 (valores são parciais e podem subir ou baixar no resultado final) 🏗 Engenharia Civil UFMG — ~742,12 UFRJ — ~765,97 UFPB — ~688,80 ⚖ Direito UFRJ — ~749,31 UFMG — ~750,24 UFC — ~699,56 📐 Matemática UFRJ — ~798,84 UFPE — ~744,35 UFMG — ~711,02 🧪 Ciências Biológicas UFMG — ~742,64 UFC — ~717,84 UFRJ — ~736,38 *(Esses dados mostram tendências por instituição para parciais finais do último dia — mas só serão oficiais após a divulgação dos resultados  em 29/01) 📌 Observações sobre as notas finais 🔹 Notificação oficial ainda está por sair:  O governo e o Sisu só publicam os cortes definitivos realmente usados para classificar candidatos na chamada regular no dia 29 de janeiro.   🔹 Cotas e modalidades diferentes terão cortes distintos:  Por exemplo, ampla concorrência  costuma ter notas maiores que cotas de escola pública ou renda . 🔹 Mudança importante em 2026:  Nesta edição, o Sisu passou a considerar as melhores notas obtidas nos Enem 2023, 2024 ou 2025 , o que pode ter aumentado as notas de corte em cursos concorridos. 📊 Resultado da chamada regular:   29 de janeiro de 2026   📋 Lista de espera (manifestar interesse):  29 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026 📅 Convocação pela lista de espera:  A partir de 11 de fevereiro de 2026

  • SAAE faz vídeo animado para explicar por que a água às vezes não chega às casas

    O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) divulgou um vídeo animado educativo  para explicar, de forma acessível e amigável, os motivos que levam à interrupção ou irregularidade no abastecimento de água em algumas regiões. Utilizando personagens animados que representam canos e torneiras , o vídeo mostra que grande parte dos problemas ocorre devido à antiguidade da rede de distribuição , que já não consegue suportar a demanda atual. Vazamentos, rompimentos e sobrecarga do sistema aparecem de maneira visual e didática, facilitando a compreensão do público. A narrativa também destaca que o SAAE está realizando a substituição e modernização das tubulações , um processo feito de forma gradual e planejada , justamente para minimizar transtornos à população. À medida que as melhorias avançam, os personagens do vídeo passam a representar um sistema mais eficiente, com a água fluindo normalmente. A iniciativa do órgão parece buscar aproximar a informação da população , tornando mais claro que eventuais interrupções são temporárias e necessárias para garantir, no futuro, um abastecimento mais seguro, contínuo e de melhor qualidade.

  • Oposição do RN se articula e reúne Styvenson, Rogério e Álvaro para definir 2026

    O senador Styvenson Valentim (PSDB) confirmou discutir a estratégia eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte. O encontro terça-feira (20) contara com a presença do senador Rogério Marinho (PL) e do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos). De acordo com Styvenson, a conversa tem por objetivo organizar o grupo, alinhar expectativas e definir quais nomes seguirão na disputa e em quais cargos. Em publicação nas redes sociais, ele destacou que esse tipo de articulação é comum e necessária no ambiente político, especialmente em períodos de indefinição. A reunião acontece em um momento em que crescem os comentários sobre uma possível saída de Rogério Marinho da corrida pelo Governo do Estado. Pessoas próximas ao senador afirmam que ele teria recebido convite para atuar na coordenação de uma candidatura presidencial ligada ao PL, o que o afastaria da disputa estadual. Com esse cenário, os nomes de Styvenson Valentim e Álvaro Dias ganham força como possíveis líderes da chapa oposicionista no RN. Até então, ambos vinham se colocando como pré-candidatos tanto ao Governo quanto ao Senado, mesmo integrando o mesmo grupo político liderado por Rogério Marinho. A definição final deve depender do resultado dessas conversas internas, que buscam evitar divisões e fortalecer a oposição para o próximo ciclo eleitoral. Depois de se reunir nesta terça-feira (20), em Natal, com o senador Styvenson Valentim (PSDB) e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), o senador Rogério Marinho (PL) deverá anunciar, em coletiva de imprensa marcada para a manhã desta quarta-feira (21), quais serão os próximos passos do grupo para as eleições, com a possível revelação do nome que será indicado para concorrer ao Governo do Rio Grande do Norte. Caso o nome de Marinho seja retirado da disputa para assumir a coordenação da campanha presidencial em nível nacional, as apostas se voltam para Styvenson ou Álvaro. Nesta quarta-feira (21) Rogério Marinho anuncia sua desistência na pré-candidatura ao governo e anuncia o prefeito Álvaro Dias como pré-candidato ao governo do Rio Grande Norte.

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